Vida
Separação civilizada
Escritor lança uma espécie de manual de etiqueta, para casais que optam pelo fim do casamento sem ressentimentos
Mágoas, decepções, expectativas frustradas, desamor, vontade de vingar o orgulho ferido. Em meio a esse turbilhão de sentimentos que, muitas vezes, envolve casais que se separam, sobram os filhos. E é justamente pensando no bem deles (e para tranqüilidade da nova família) que pai e mãe devem seguir as regras da boa convivência ou o que atualmente passou a ser chamo de etiqueta da separação.
Essa etiqueta envolve, acima de tudo, sabedoria do casal para negociar, como recomenda o escritor Marcos Wettreich, autor do livro Manual de mães e pais separados - guia para a educação e a felicidade dos filhos, lançado recentemente pela Ediouro. A partir de sua própria experiência de separação, ele mostra os caminhos de um divórcio menos traumático e conturbado.
Pai de gêmeos, Marcos está longe de fazer apologia do fim do casamento. Pelo contrário, considera que, idealmente, a relação deve ser feita para durar. Entretanto, se a situação do casal é ruim e não há meios de resolvê-la, o melhor é desatar os laços, de forma a afetar as crianças o mínimo possível.
Não que isso seja fácil, mas algumas de seus conselhos podem ser úteis, na hora de estabelecer uma nova rotina nos relacionamentos . “Com menos culpa e agindo de maneira correta e respeitosa, a separação não precisa ser, necessariamente, ruim. A nova família terá ex-marido e ex-mulher, mas jamais ex-pai e ex-mãe”, pondera.
Para facilitar, os pais devem pensar que são sócios no bem mais precioso que têm: os filhos. Sendo assim, o mal que um faz ao outro, sempre respinga na criança. É muito comum, por exemplo, situações como a do menino João, de 7 anos, que reclama sempre que o pai não gosta mais dele, nunca telefona, nem aparece para visitas. No entanto, não desconfia de que a mãe intercepta ligações do pai, impede que a família dele se comunique com a criança e tenta punir o ex-marido, impedindo-o de ver o filho. Em situações semelhantes, como acredita a psicóloga Daniela Maria, quem acaba sendo castigada de verdade é a criança que, além de sofrer com a separação, é obrigada a conviver com a ausência do pai.
Ser considerado um pai ausente foi o que o instrutor de auto-escola Carlos Wellington Lima, de 34 anos, sempre quis evitar, desde que se separou da mulher, há pouco mais de dois anos. Para preservar o relacionamento com o filho Marco Túlio da Silva Lima, de 6 anos, ele mantém um diálogo franco com o menino e não deixa de participar de sua vida. “Apesar da separação, ele continua sendo a coisa mais importante para mim. Faço de tudo para poupá-lo de tormentos”, diz.
Vanessa Jacinto
Mágoas, decepções, expectativas frustradas, desamor, vontade de vingar o orgulho ferido. Em meio a esse turbilhão de sentimentos que, muitas vezes, envolve casais que se separam, sobram os filhos. E é justamente pensando no bem deles (e para tranqüilidade da nova família) que pai e mãe devem seguir as regras da boa convivência ou o que atualmente passou a ser chamo de etiqueta da separação.
Essa etiqueta envolve, acima de tudo, sabedoria do casal para negociar, como recomenda o escritor Marcos Wettreich, autor do livro Manual de mães e pais separados - guia para a educação e a felicidade dos filhos, lançado recentemente pela Ediouro. A partir de sua própria experiência de separação, ele mostra os caminhos de um divórcio menos traumático e conturbado.
Pai de gêmeos, Marcos está longe de fazer apologia do fim do casamento. Pelo contrário, considera que, idealmente, a relação deve ser feita para durar. Entretanto, se a situação do casal é ruim e não há meios de resolvê-la, o melhor é desatar os laços, de forma a afetar as crianças o mínimo possível.
Não que isso seja fácil, mas algumas de seus conselhos podem ser úteis, na hora de estabelecer uma nova rotina nos relacionamentos . “Com menos culpa e agindo de maneira correta e respeitosa, a separação não precisa ser, necessariamente, ruim. A nova família terá ex-marido e ex-mulher, mas jamais ex-pai e ex-mãe”, pondera.
Para facilitar, os pais devem pensar que são sócios no bem mais precioso que têm: os filhos. Sendo assim, o mal que um faz ao outro, sempre respinga na criança. É muito comum, por exemplo, situações como a do menino João, de 7 anos, que reclama sempre que o pai não gosta mais dele, nunca telefona, nem aparece para visitas. No entanto, não desconfia de que a mãe intercepta ligações do pai, impede que a família dele se comunique com a criança e tenta punir o ex-marido, impedindo-o de ver o filho. Em situações semelhantes, como acredita a psicóloga Daniela Maria, quem acaba sendo castigada de verdade é a criança que, além de sofrer com a separação, é obrigada a conviver com a ausência do pai.
Ser considerado um pai ausente foi o que o instrutor de auto-escola Carlos Wellington Lima, de 34 anos, sempre quis evitar, desde que se separou da mulher, há pouco mais de dois anos. Para preservar o relacionamento com o filho Marco Túlio da Silva Lima, de 6 anos, ele mantém um diálogo franco com o menino e não deixa de participar de sua vida. “Apesar da separação, ele continua sendo a coisa mais importante para mim. Faço de tudo para poupá-lo de tormentos”, diz.
Vanessa Jacinto

Pois é, resolvi compartilhar no blog meus pitacos em algumas matérias para o caderno Bem Viver do jornal Estado de Minas.
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